A vida anda muito corrida. Tenho sido cobrada por meus poucos mas sinceros e fieis seguidores por que não tenho postado nada há quase um ano. Sou acadêmica de direito, jornalista (trabalho numa assessoria de imprensa) e também acumulo a função de avó do Francisco (que é uma delícia, aliás, essa minha última ocupação). Mas enfim, quero me desculpar por andar muito ocupada. Ah! neste semestre tranquei a faculdade de direito mas estou estudando inglês no Phil Youngs e é sobre "estudar inglês depois de velho" que eu quero escrever. Só quem passa por essa árdua experiência é que vai me compreender. Quando era jovem, lá pelos meus dezesseis anos, queria muito estudar inglês fora do Brasil. Sonhava em morar pelo menos por uns seis meses nos Estados Unidos para aprender inglês logo de uma vez e me livrar disso de uma vez por todas. Mas que nada, era um sonho muito longe de ser realizado. A vida era muito dura. Meus pais muito pobres, ex-agricultores recém-chegados à cidade, cheios de filhos adolescentes para criar. Estudar numa escola pública já era um luxo, imagine estudar inglês em qualquer escolinha de esquina, nos Estados Unidos então, inimaginável. Foi só um pensamento rápido e pronto. Mas mesmo assim, aos dezoito anos, ainda sem grana, consegui uma bolsa numa escola de inglês em Londrina. Mas era somente um semestre. Foi o básico. Serviu para alguma coisa, mas para um curso que dura pelo menso doze semestres, era apenas uma gota no oceano. E novamente tive que adiar o sonho de aprender inglês. Em seguida veio casamento, filho, faculdade, trabalho, correria e mais correria e o Inglês foi sendo adiado. Só retomei mesmo o projeto lá pelos quarenta e poucos anos de idade. Que dureza! Peguei firme, cheguei até a estudar nos Estados Unidos. Fiquei 45 dias em Boston, em 2003 - isto porque tenho uns parentes clandestinos por lá. Mas de lá para cá meu inglês enferrujou de novo. E cá estou novamente frequentando as aulas do Phil Youngs com um professor australiano. Olha que tenho que me esforçar muito para entender de primeira as frases mais simples que ele fala em sala de aula. Meu ouvido anda extremamente comprometido. Preciso malhar muito nas salas de cinema, em frente da televisão vendo filmes e noticiários em inglês, enfim, tenho que acostumar meus velhos ouvidos a escutar nesse idioma que o mundo inteiro fala e eu ainda não compreendo muito bem. E quem não fala inglês é uma espécie de analfabeto funcional. Pelo menso é assim que eu me sinto ultimamente. Meio analfabeta funcional.
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