Amizades perigosas - como identificar um vampiro que se alimenta da energia alheia:
1) São pessoas solícitas e, no início, extremamente amáveis. Diante de qualquer dificuldade, são as primeiras a entrar em contato, interessadas em nossos problemas, mesmo que mal escutem.
2) Na primeira oportunidade, expõem seus problemas pessoais, tema que monopolizará nas conversas.
3) Se falarmos com esses indivíduos sobre algum projeto que nos entusiasme, eles nos darão argumentos para não seguirmos adiante, já que comparam o tempo todo aos demais e não querem ver suas vítimas levando vantagem sobre eles.
4) Tendem a censurar e culpar as pessoas próximas, e provavelmente farão o mesmo em relação a nós quando estiverem com outros amigos.
5) Mesmo que evitemos manter contato com pessoas assim, elas não desistirão e tentarão marcar novos encontros, pois atuam em círculos social reduzido.
6) Eis o sinal característico de que estivemos com um VAMPIRO que sugou nossa energia: após o encontro, nos sentimos muito cansados e desanimados. (Allan Percy em Nietzsche para estressados - Editora Sextante)
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Nietzsche para estressados
"Nossas carências são nossos professores, mas nunca mostramos gratidão diante dos bons mestres"
-o-
"As pessoas se esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece"
-o-
Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros"
-o-
"Toda convicção é uma prisão"
-o-
"Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado ego"
-o-
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"As pessoas se esquecem de seus erros depois de confessá-los ao outro, mas o outro normalmente não se esquece"
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Nossa vida nos parece muito mais bonita quando deixamos de compará-la com as dos outros"
-o-
"Toda convicção é uma prisão"
-o-
"Toda vez que me elevo, sou perseguido por um cachorro chamado ego"
-o-
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Estudar inglês depois de velho
A vida anda muito corrida. Tenho sido cobrada por meus poucos mas sinceros e fieis seguidores por que não tenho postado nada há quase um ano. Sou acadêmica de direito, jornalista (trabalho numa assessoria de imprensa) e também acumulo a função de avó do Francisco (que é uma delícia, aliás, essa minha última ocupação). Mas enfim, quero me desculpar por andar muito ocupada. Ah! neste semestre tranquei a faculdade de direito mas estou estudando inglês no Phil Youngs e é sobre "estudar inglês depois de velho" que eu quero escrever. Só quem passa por essa árdua experiência é que vai me compreender. Quando era jovem, lá pelos meus dezesseis anos, queria muito estudar inglês fora do Brasil. Sonhava em morar pelo menos por uns seis meses nos Estados Unidos para aprender inglês logo de uma vez e me livrar disso de uma vez por todas. Mas que nada, era um sonho muito longe de ser realizado. A vida era muito dura. Meus pais muito pobres, ex-agricultores recém-chegados à cidade, cheios de filhos adolescentes para criar. Estudar numa escola pública já era um luxo, imagine estudar inglês em qualquer escolinha de esquina, nos Estados Unidos então, inimaginável. Foi só um pensamento rápido e pronto. Mas mesmo assim, aos dezoito anos, ainda sem grana, consegui uma bolsa numa escola de inglês em Londrina. Mas era somente um semestre. Foi o básico. Serviu para alguma coisa, mas para um curso que dura pelo menso doze semestres, era apenas uma gota no oceano. E novamente tive que adiar o sonho de aprender inglês. Em seguida veio casamento, filho, faculdade, trabalho, correria e mais correria e o Inglês foi sendo adiado. Só retomei mesmo o projeto lá pelos quarenta e poucos anos de idade. Que dureza! Peguei firme, cheguei até a estudar nos Estados Unidos. Fiquei 45 dias em Boston, em 2003 - isto porque tenho uns parentes clandestinos por lá. Mas de lá para cá meu inglês enferrujou de novo. E cá estou novamente frequentando as aulas do Phil Youngs com um professor australiano. Olha que tenho que me esforçar muito para entender de primeira as frases mais simples que ele fala em sala de aula. Meu ouvido anda extremamente comprometido. Preciso malhar muito nas salas de cinema, em frente da televisão vendo filmes e noticiários em inglês, enfim, tenho que acostumar meus velhos ouvidos a escutar nesse idioma que o mundo inteiro fala e eu ainda não compreendo muito bem. E quem não fala inglês é uma espécie de analfabeto funcional. Pelo menso é assim que eu me sinto ultimamente. Meio analfabeta funcional.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Shakira e Gislaine na minha vida
Shakira só queria uns trocados para comprar umas roupinhas de piriguete e Gislaine, sua prima também. A mãe de uma delas queria um pouco mais. Precisava de mais dinheiro para comprar maconha para sustentar o vício. Então as meninas, Shakira, de 16 anos, linda, quase um metro e oitenta de altura e sua prima, menorzinha, também bonitinha, a Gislaine resolveram visitar minha casa, na praia, num balneário do Paraná, onde elas moram. Eu tenho casa lá há quase vinte anos e a gente costuma dormir até de portas abertas de tão tranquilo que é o lugar. Mas foi numa quarta-feira de fevereiro de 2012, às onze da manhã, quando acabava de voltar do mercadinho local e deixei minha bolsa no carro por alguns minutos, enquanto levava as compras para dentro de casa... Foi o suficiente para as bonitas furtarem minha bolsa com tudo dentro. Celular (Iphone desses mais simples, mas um Iphone coisa e tal e mais uns badulaques de mulher). Elas nem deram bola para meus badulaques. Só queriam dinheiro e meu Iphone. Dinheiro, eu como boa perdulária tinha torrado tudo. Não tinha nada. Só tinha mesmo o Iphone que ela poderia ter vendido por uns 800 reais. E foi isso que perdi. Além, é claro, de meu dia inteiro na delegacia e meu Iphone. E como sou uma mulher de sorte, as gurias jogaram minha bolsa no matagal e alguém encontrou e entregou numa igreja e nem precisei perder mais outros dias e quem sabe, meses pela burocraia estatal fazendo documentos, eticétera e tal.
Entãofui até a igrejinha das irmãs claritas buscar minha carteira com meus documentos, indenizei a senhora que havia encontrado a bolsa e tudo mais. Só que, de troco, tive que ouvir ouvir um "sermão" de uma freira "clarita", muito conhecida na região, e muito queridinha, a irmã Cristina. Ela pedia por favor para que eu fosse até à delegacia de polícia para retirar a queixa contra aquelas meninas porque elas haviam roubado minha bolsa porque "passavam fome". E ela me implorava "senhora, tenha piedade delas, eu as conheço, eu sei onde elas moram, pobrezinhas, elas têm fome, blá, blá, blá", insistia a freirinha quase me convencendo a entrar naquela humilde igreja e também rezar por aquelas criaturinhas, Shakira e Gislaine. Já tinha ligado meu carro, agradeci mais uma vez aquela mulher que havia encontrado minha carteira, com todos os meus documentos, e me poupado um trabalhão danado, e aquela freirinha continuava "gralhando" no meu ouvido. Desliguei o carro e questionei a freirinha caridosa se ela sabia mesmo o nome das duas adolescentes que havia furtado minha bolsa e ela disse, meio hesitante que sim. Então lhe perguntei pelo nome delas (das meliantes). Ela, muito desconcertada, e serenamente, na maior cara de pau me disse - não importa o nome delas, aos olhos de Deus, isso não importa. E eu insistia. A senhorita sabe pelo menos onde elas moram? Quem são elas? Se elas realmente passam fome? Se elas são magricelinhas, franzininhas? "São, são sim!". Responde para mim a freirinha numa singela cara de pau. Liguei meu carro e fui embora.
Não se fazem mais freiras sinceras como antigamente.
Mal sabe ela (a caridosa e alienada freirinha) que Shakira é uma garota deslumbrante e que sua beleza é exatamente do mesmo tamanho de sua enorme falta de respeito pelos outros - tanto pelo tio, quanto pelos policiais que a interrogavam durante a acariação. Ela respondia aos policiais que sabia dos seus direitos e que por ser "menor de idade" (de 18 anos) é inimputável e que quando "crescer" mais, vai parar (de roubar, furatar) e vai casar com um bonitão qualquer. Gislaine é prima de Shakira. Ela tem apenas 14 anos e é enteada do tio de Shakira. Gislaine repetia o tempo todo: "conheço mais Código Penal do que todos vocês aqui, sei dos meus direitos". Enquanto isso, seu padrastro e tio de Shakira se sentia humilhado com a presença da polícia mais uma vez na frente de sua casa, tendo ele que acompanhar, sabe se lá, por que vez, mais uma diligência policial em busca de objetos furtados pelas meninas que fome não passam, garante ele que trabalha para os veranistas do balneário que as garotas de vez em quanto "visitam". Indignado ele dizia que já estava cansado de reprimi-las. "Se a gente repreende de forma mais enérgica elas correm para o conselho tutelar e se a gente afrouxa elas fazem isso, fazem a gente passar vergonha, ficam mexendo nas coisas dos outros, furtando, roubando, sendo que elas não precisam disso. Elas não querem saber nem de trabalhar nem de estudar. Eu não sei mais o que fazer", reclamava o tio e padrastro.
E foi assim um dia com Shakira e Gislaine. Das 11h às 19h numa praia do Paraná.
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