quarta-feira, 19 de junho de 2013

Poder das redes sociais

     Que o grande instrumento de convocação para as manifestações foram as redes sociais da Internet, ninguém duvida. Agora, não seria a hora de considerarmos as redes sociais como meio para a divulgação de propostas de governo (principalmente nas campanhas) para que pela mesma rede se exija seu cumprimento?
     O rádio e a televisão não são (acho que nunca foram) meios democráticos de se comunicar. Nunca foram porque, considerando que emissoras de rádio e de televisão são concessões dos governos para poucos apadrinhados, parece óbvio que a comunicação partirá igualmente de grupos que nem sempre falam a língua das ruas.
     Ninguém pode esquecer, claro, que foi nas redes sociais que então candidato a presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, se saiu melhor. E o presidente da maior economia do mundo continua presente nas redes sociais. É dela que ele fala para o povão. E através dela que Obama chega às  casas de todos os americanos e porque não dizer de todos os pobres mortais do resto do mundo. 
     Parece que ficou fácil para todo mundo se projetar pela Internet. Parece, sem dúvida, ser o caminho mais curto, mas poderá ser também o mais espinhoso, afinal não se pode esquecer que é nesse mesmo lugar - que agora é nossa ágora, nossa esfera pública - que surgem as vozes, as cobranças, as movimentações.