quinta-feira, 4 de novembro de 2010

MAIS PERGUNTAS DO QUE RESPOSTAS

Sobre sua obra mais famosa, Assim Falava Zaratustra, Friedrich Nietzsche falou: trata-se de uma obra para “espíritos livres”. Por causa disso sempre quis um tempo livre, no meu espírito, para poder ler, com liberdade, tal obra. Tempo livre, livre mesmo, não consegui. Tive que inventá-lo. Se já terminei de ler? Claro que não. Falta-me leveza para tanto. Falta, penso eu, coragem para parar de recomeçar, para numa pegada só, ir até o fim. Mas acho que Nietzsche não é para digerir assim, numa sentada. Deve ser degustado e várias vezes na vida.

O texto, que pesquei na Internet, em PDF, está colado no desktop do meu computador de mesa do meu trabalho e do meu lap-top. Sempre o revisito. Sempre que acontece algo entre o bem e o mal ao meu redor, que minha vã filosofia não consegue sequer uma pergunta. Respostas. Não busco. Mas tenho infinitas perguntas.

Ao meu redor, Aristóteles, Heráclitos e até Platões que falam facilmente com palavras emprestadas. Uma gente que quer ser mais do que a vida lhes concede ou lhes empresta. Mas falar com sabedoria nietzscheniana seria conseguir a superação de si próprio. Isso sim seria humano, demasiadamente humano, mortal, real, verdade, certeza. O resto continuará sendo sempre mais perguntas do que respostas como nos ensinam os filósofos.

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